Limites.

22 05 2010

                          

                                           “Que o teu sim seja sim e o teu não, não”

                                                         Do Talmud

 Como mãe e psicoterapeuta me deparo muitas vezes com situações onde os limites são necessários, mas nem sempre é fácil saber até onde ir e quando, o “não” fica às vezes engasgado e muitas vezes não sai mesmo!

Parece tão difícil valer o sentido de uma palavra tão simples e pequena.

Porque nos esbarramos em tantas dificuldades para expressá-la?  Principalmente se é para os filhos?

O “não” é visto como impossibilidade, mas na realidade ele é fundamental para o equilíbrio emocional e a saúde mental em longo prazo.

educar tambem é dizer não

O “não” é um elemento importante na formação do “eu”.

Por isso é importante que nós pais exerçamos nossa paternidade, auxiliando nossos filhos a aceitar o “não” e a dizer não, pois ele não é negação, mas afirmação do nosso ponto de vista. E bem sabemos como é difícil fazer valer nossa opinião de maneira equilibrada.

feto, gestação

Desde a gestação, a relação entre pais e filhos se estabelece pela restrição, pelo limite do útero e da placenta, mas esses limites não impedem. Ao contrário possibilitam as trocas necessárias para a vida.

Colocar limites nos desejos e instintos é educar.

Desde o nascimento é preciso que o bebê sinta a necessidade, ter fome é um estímulo, que ele precisa perceber antes de ser saciado. Se nós pais satisfizermos todos os desejos de nossos filhos, superprotegendo-os, criaremos a expectativa de que sempre serão satisfeitos e irão pela vida esperando que suas vontades prevaleçam.

E sabemos que a realidade é outra. Então por que criarmos filhos que não estarão preparados para a vida? Pessoas emocionalmente empobrecidas e com poucos recursos para enfrentar problemas? Muitos de nós não suportamos frustrações, assim não agüentamos frustrar os filhos.

A criança que não aprende a ouvir um não e aceitá-lo, ao se deparar com obstáculos poderá sofrer abalos em sua auto-estima, pois não possuem repertório para lidar com essas situações.

Levantar quem pode se levantar sozinho é restringir sua auto-estima, é tirar a possibilidade da realização, é invadir o espaço do outro.

relacionamento mãe e filha

È importante que nós pais consigamos reconhecer as necessidades e desejos de nossos filhos e saber que a não realização dos mesmos é decorrência da vida, a maturidade emocional permite perceber que frustração nem sempre é sinônimo de infelicidade e que a satisfação dos desejos nem sempre é garantia de felicidade.

Sendo assim o nosso papel como pais é dar continuidade ao que a natureza iniciou, estabelecer limites, com bom senso e amor, contribuindo para a melhora do repertório emocional dos nossos filhos, favorecendo que possam enfrentar dificuldades como pessoas verdadeiramente felizes e socialmente comprometidas.

criança amada e feliz

Portanto vamos exercer nossa paternidade, vamos dizer “não!” quando necessário e sim sempre que possível.

Marisa Appolinario

Psicóloga Clínica e Analista Reichiana

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CARE, ajuda humanitária!

27 04 2010

Como ajudar o Haiti

CARE, luta contra a pobreza.

Somando forças até o final da pobreza!

Chuvas torrenciais no Rio de Janeiro e Blumenau, terremotos como o que atingiu o Haiti, vem causando enormes danos às populações destes locais. Pessoas sem moradia, sem trabalho, lidando com a perda de entes queridos e com a incógnita sobre o futuro. Um cenário assustador e aparentemente sem esperança, é aí que a CARE , uma organização não governamental, entra em ação com diversos programas humanitários pelo mundo, ajudando vítimas de desastres ambientais ou desigualdades sociais.

Care e a luta contra a pobreza

CARE, pelo direito à infância

Dois dos programas da CARE que estão em ação hoje são: a segunda etapa de ajuda ao Haiti, que foca o fortalecimento de programas de saúde, agricultura, segurança alimentar, educação e geração de trabalho e renda, impactando positivamente a vida de 125 mil haitianos. E o programa de ajuda as vítimas das fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro nas últimas semanas. Para ajudar estes programas clic em um desses links; Haiti e Rio de Janeiro

Se você quiser saber mais sobre essa maravilhosa organização que tem mais de 60 anos de experiência na promoção do desenvolvimento em todo o mundo e está entre as três maiores ONG’s globais,clique aqui. Atualmente a rede atua em 72 países e em 2007 impactou a vida de 50 milhões de pessoas.

CARE, ajuda humanitaria

Serviço: Como ajudar :

CARE Brasil
CNPJ: 04.180.646/0001-59

Banco: Banco Itaú – 341
Agência: 0170
Conta: 74337-1

A CARE Brasil continua mobilizando recursos para apoiar os esforços de reconstrução do HAITI.Para contribuir ou obter informações, clique aqui ou ligue para (11) 3226-0097 / 0087.





Garçom, por favor…

8 02 2010

De Bom Tom!

Eu adoro sair para comer fora, adoro um bom restaurante, bem decorado, bem cuidado e com aquela comida que só aquele Chef é capaz de oferecer. Comer bem é algo que me deixa feliz. Mas eu confesso que não tenho muita paciência para mau atendimento. Quando sou mal atendida parece que a comida azeda, você já percebeu isso?

Acredito e digo isso com a experiência de produtora de eventos e consultora de etiqueta, que um simples e discreto, “garçom, por favor”, deveria ser mais que o suficiente para você ser atendido com presteza em sua mesa.

Mas, como nem tudo é perfeito no mundo de Baco, algumas vezes as coisas se complicam e o garçom, não dá a mínima para você… Cuidado, nestas horas temos o ímpeto de apelar! Tente evitar a todo custo, ficar abanando as mãos, fazendo mímica ou pior, sinalizar com o guardanapo, como se você trabalhasse em um porta-aviões como sinalizador de decolagens. Percebeu o horror??!!

Mas, nós seres humanos ainda somos capazes de coisas piores, como, pasmem, assobiar para o garçom ou deixar baixar a espanhola e ficar estalando os dedos, como se estivesse tocando castanhola. É ridículo e garçom detesta.

Agora, se o serviço é péssimo,você está há horas fazendo mímicas inúteis e , por alguma razão de “foro íntimo”, não foi embora, aí você pode apelar, bata palmas para chamar a atenção do descuidado garçom. (Preste atenção, isso foi dito por um famoso maítre da cidade de São Paulo)

Vou confessar uma coisa: uma vez, fiz isso em um restaurante bem bacana de Campinas… Não tive escolha! Pronto falei!!!

E agora para limpar minha barra de consultora de etiqueta vai uma dica: sempre pergunte o nome do garçom que está atendendo a sua mesa e faça isso com um sorriso e com espontânea simpatia, é infalível, o atendimento será maravilhoso!!

Bon appetit !





O Poder transformador…

2 02 2010

O que você está lendo hoje?

Eu adoro ler, na verdade eu adoro livros. Sou do tipo que fica extasiada em uma biblioteca ou livraria, passo horas entre os livros, adoro aquele cheiro de papel e tinta. Tenho muitos livros, acho lindo uma estante bem arrumada, aquelas que têm a escadinha, sabe?

Quando meus filhos eram pequenos, tínhamos uma espécie de pontuação, para cada tantas páginas lidas eles ganhavam um prêmio, que podia ser um chocolate ou outro livro. Aliás, um de nossos passeios favoritos era passar uma tarde de sábado em uma livraria, cada um escolhia o que queria, o que sempre acarretava em uma pilha enorme, pois éramos cinco pessoas apaixonadas por livros, mas valia à pena.

Lembro-me de dias de inverno, nós cinco acomodados na sala da lareira, mesmo morando em Campinas tínhamos uma lareira que foi acessa inúmeras vezes, cada um com seu livro, todos juntos, mas cada um em seu mundo. Isso sempre foi muito gostoso e continua sendo, hoje não temos mais a casa com lareira, não somos mais cinco, somos quatro, meus filhos são jovens adultos e mesmo assim continuamos a ler juntos.

Com as novas mídias e a tecnologia, que adoramos; algumas vezes, um está no laptop, dois estão lendo e um assiste com fone algo na TV, mesmo assim estamos juntos e uma das coisas que nos une é a paixão pela cultura, pelo conhecimento. Ainda vamos juntos às livrarias, damos e ganhamos livros de presente, comentamos as leituras e trocamos livros com amigos.

Sempre temos conosco algo para ler, um livro, um jornal ou uma revista; por isso, sala de espera de médico, filas em bancos ou outros lugares não nos incomodam tanto, afinal aproveitamos esse tempinho para nos entregarmos à nossa paixão; a leitura!

Acreditamos no poder transformador da cultura, na magia reveladora da palavra escrita, e no horizonte interminável do conhecimento.

Para encerrar, deixo uma citação de #Mario Quintana;

“O livro não muda o mundo, ele muda as pessoas e as pessoas mudam o mundo”.

  • coloquei quatro links de livrarias nas palavras; livraria e livro; como incentivo e motivação…

Cristina Morais





Da Hora na Terrinha

3 11 2009

Um dia desses, durante um almoçinho em família, eu e meu três filhos, hoje  em idades entre 19 e 23 anos, lembravamos nossas  idas ao teatro  quando eles eram crianças e para minha grande  satisfação eles comentar que farão a mesma coisa com seus próprios filhos,quando os tiverem, pois reconheceram que nossas incursões culturais a teatros, museus, exposições, cinemas, aprentações da Sinfônoca de Campinas no teatro Arena,- AH! que saudades!!! -moldaram suas almas com uma visão mais apurada e sensivel do mundo. Como mãe coruja que sou fiquei pra lá de feliz!

E a boa notícia é que se você também gosta de fazer estas deliciosas incursões culturais com seus  filhos, o Sesc Campinas preparou para novembro uma programação repleta de peças infantis da maior qualidade, o projeto se chama Teatro em Cena e tem programação todos os sábados a partir do dia 07 até dia 28 sempre ás 16h00.

A peça de estréia é O Treco da Pata Choca com Grupo Último Tipo.

Os outros três espetáculos são da Cia.O Grito em Repertório e os espetáculos são:

  • O Armário Mágico
  • O Caso da Casa
  • Marujo o Caramujo e a Minhoca Tapioca

Sesc Campinas:

Rua Dom José I,270/333  -Bonfim

Os espetáculos acontecem aos sábados do mês de novembro sempre ás 16h00

Para maiores informações é  só dar uma olhadinha no site da Sesc Campinas

http://www.sescsp.org.br/sesc/