Dias das mães!

7 05 2010

 

Hoje enquanto decidia o presente para minha mãe, comecei a pensar sobre esse papel tão importante e tão falado: maternidade.

 Freud já dizia, “a culpa é da mãe”, e não é que acreditamos mesmo nisso, pois vivemos cheias de culpa e arrependimentos.

È verdade que temos grande responsabilidade, se não a maior, na formação e construção da vida de nossos filhos, que a segurança inicial vem do útero, que a criança aprende a reconhecer a face humana olhando o rosto da mãe (leia Spitz*), que estabelece suas relações futuras baseada na relação com a mãe, que tarefa difícil e maravilhosa.

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Mas você já pensou que o filho não vem com manual de instrução e quando nos tornamos mães não abandonamos toda a carga afetiva anterior, ou seja, todas as inseguranças, medos e incertezas, por isso erramos e erramos muito, mas como não errar se queremos tanto acertar, pois sabemos tudo o que está em jogo.

Por isso nesse nosso dia, deixe as culpas de lado, não pense no que poderia ter feito pense no que poderá fazer e nem mesmo assim vai acertar sempre.

Lembre do aleitamento carinhoso, do colo depois do rompimento do namoro, das risadas gostosas vendo aquele filme que nem te interessava muito, mas que foi muito legal assistir com eles, de ter deixado que eles experimentassem, de ter soltado a bicicleta mesmo querendo segurá-la mais tempo e de todas as outras experiências que são só suas.

Seja feliz, pois isso até Freud explica.

FELIZ DIA DAS MÂES

Marisa Appolinario

Psicóloga Clínica e Analista Reichiana

O primeiro ano de vida Rene Sptiz

*René Spitz, psicanalista austríaco, autor do livro, O Primeiro ano de Vida

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